A Volkswagen orgulha-se da sua nova W12

    Para poupar custos de desenvolvimento, o que a VAG decidiu na altura foi extrapolar um princ√≠pio que eles conheciam bem: os motores "Vee estreitos". O conceito por tr√°s desses motores √© usar pist√Ķes que dividem as cambota para criar motores "Vee", mas usando um √Ęngulo entre os bancos t√£o estreito que apenas um bloco de cilindros poderia ser usado, para n√£o ter que duplicar elementos no motor, como as √°rvores de cames, das quais apenas duas foram usadas, reduzindo assim os custos.


    Com base nesta ideia, em 2001 o VAG foi mais longe, e emparelhou dois VR6s para criar um motor de doze cilindros. Ao contrário de outros motores W12, o motor VAG tinha apenas dois bancos de cilindros, sendo cada um deles um banco "VR6". Isto salvou o VAG de ter que começar do zero para criar um doze cilindros, e poderia amortizar melhor o investimento.

    Para vestir esse motor, a ItalDesign foi encarregada de criar um supercarro, conhecido como Volkswagen Nardo (W12 mais tarde) que serviria para dar brilho e imagem ao conceito.

    Logo ap√≥s o motor encontraria seu lugar sob o cap√ī do Audi A8, Volkswagen Phaeton e todos os Bentley, exceto o mais recente V8.

    O uso de um motor W12 tamb√©m serviu para resolver um problema importante para a VAG. H√° d√©cadas que a Audi cria carros com o motor completamente pendurado √† frente do eixo dianteiro, o que compromete muito a din√Ęmica de condu√ß√£o, especialmente de modelos com motores maiores. O A8 precisava de doze cilindros, mas colocar todos os doze √† frente do eixo dianteiro era uma loucura em termos de distribui√ß√£o de peso e momento polar de in√©rcia.


    Assim, a W12 permitiu uma solução mais compacta e, sobretudo, mais económica para a Audi. Por outro lado, em retrospectiva, é impressionante ver como a Porsche ou a Mercedes-Benz resolvem o problema da sua longa V12 e tracção às quatro rodas de formas muito mais elegantes, mas também caras.

    Mas passemos ao protagonista de hoje. No mesmo simpósio no qual a Audi apresentou sua nova TFSI de dois litros, a Volkswagen apresentou a nova geração de seu W12, que diz, "é o motor de doze cilindros com a maior concentração tecnológica do mercado, e o mais eficiente".

    O cat√°logo de solu√ß√Ķes t√©cnicas √© uma vitrine de tudo o que a VAG j√° nos mostrou que sabe fazer, come√ßando com um sistema de inje√ß√£o duplicada (direta e indireta) para melhorar a combust√£o com baixas cargas de acelerador. Os cilindros t√™m sua face interna refor√ßada por tratamento superficial a laser, enquanto os sistemas de lubrifica√ß√£o e resfriamento s√£o "sob demanda", com bombas de desacoplamento.

    Start&Stop é obviamente padrão, assim como o sistema de turboalimentador de duplo cilindro, que possui um turboalimentador de duplo cilindro para cada banco de cilindros duplos.

    O resultado final é um bloco de seis litros que fornece 608bhp e 900Nm de torque a partir de 1.500rpm. Teremos de esperar para ver em que carros este novo motor está instalado e julgar a sua eficiência de combustível. Sendo um Euro6, e sem a W12 de tal certificação, o primeiro modelo que o montará com total certeza será o Bentley Continental, onde, com a carroçaria GT, o VAG promete que acelerará de 0 a 100 em quatro segundos a caminho de uma ponta de "mais de 300 km/h".


    Depois virá o sucessor do Phaeton, a nova geração do A8... e do Bentayga, o SUV do Bentley, para o qual o motor já foi preparado, como prova o facto de o comunicado de imprensa especificar claramente que "o sistema de lubrificação é adequado para a condução fora de estrada".

    Num mundo dominado por downsizing, é sempre bom ver o nascimento de um novo 12 cilindros...

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