MINI Cooper S (F56)

Era um carro puro. Seu motor vibrava, sua dire√ß√£o era dura, assim como a embreagem. Quando a conduzia, ela saltava e at√© se tornava um pouco desconfort√°vel, mas fazia sobressair o melhor de si, envolvia-o na condu√ß√£o, tornava-se viciante, fazia-o sorrir por todo o lado e convencia qualquer entusiasta, pela sua est√©tica, pela sua din√Ęmica, pelo seu som... tudo.

Mas teve os seus problemas. Bastantes problemas. Assim, a BMW voltou para o desenho e com a ideia de maximizar a rentabilidade, redesenhou o carro para resolver a fiabilidade, acabamentos e tamb√©m ganhar mais dinheiro com cada carro vendido. O MINI R56 acabou por ser um segundo sucesso comercial. Foi um sucesso adicional. Ainda parecia um MINI, apesar de ter um pouco mais de estilo front-end e come√ßar a sofrer de gigantismo, enquanto perdia atributos din√Ęmicos na busca de um personagem menos complicado e apaixonado. J√° n√£o est√°vamos convencidos como a f√≥rmula original.


O problema, para a BMW, √© que enquanto os n√ļmeros das vendas contam uma hist√≥ria positiva do renascimento do MINI, a conta de explora√ß√£o conta uma hist√≥ria diferente. Apesar de n√£o haver uma reparti√ß√£o por marca, a BMW reconhece que o MINI est√° longe de operar com a rentabilidade m√≠nima de 8% que espera. Porqu√™? Porque utilizava os seus pr√≥prios motores e plataforma, muito dif√≠ceis de amortizar com a escala de vendas da empresa. As coisas tinham de ser mudadas.

A sobrevivência e rentabilidade do projecto MINI baseou-se na possibilidade de utilizar uma plataforma modular que pudesse ser amortizada em mais produtos dentro da BMW, uma vez que a partilha de plataforma com um fabricante externo era considerada inviável, dado que não havia interesse num carro do segmento B com eixo traseiro independente. Assim nasceu o projeto UKL1, o motor dianteiro transversal, a plataforma de tração dianteira (ou tração total) que dará vida ao 1 Series, 2 Series Active Tourer, e também a todos os novos MINI do futuro.


Desenho

MINI Cooper S (F56)

O MINI voltou a crescer, e é especialmente notável na frente, na saliência frontal.

Poder usar uma plataforma como a UKL1 abre a porta para esta terceira geração do MINI. Um carro que tem de ser mais rentável, mas que ao mesmo tempo retira mais da BMW, e pode oferecer um chassis e electrónica mais evoluídos, uma vez que os investimentos em mais unidades podem ser amortizados.

Com tudo isto em mente, nasce o MINI F56. A utilização desta nova plataforma, e as várias necessidades colocadas sobre a mesa, fazem com que ela cresça ainda mais: 9,8 centímetros de comprimento extra e 4,4 centímetros de largura. Não, já não é tão MINI. E isso leva-nos à avaliação do design.

Quando vimos as primeiras fotos do novo Cooper S, certamente n√£o causou uma boa impress√£o. Como j√° disse em muitas ocasi√Ķes, o melhor dos novos MINIs esteticamente √© o primeiro, o original de Frank Stehpenson. O segundo perdeu muitos atributos elaborados, como a capota, em favor de um processo de fabrica√ß√£o mais econ√īmico. Este terceiro vai um passo al√©m no crescimento e perda do conceito original de Stephenson, mas por outras raz√Ķes.

Embora seja um Cooper S, o novo F56 n√£o parece t√£o r√°pido aos olhos como na estrada. √Č um lobo em pele de cordeiro.

A ideia original para o novo MINI era "rodas nas extremidades", e quase não havia overhangs. Infelizmente, o F56 só pode manter essa promessa na parte de trás. O nariz tem uma saliência enorme, que é ainda mais acentuada pela forma do pára-choques e pela entrada de ar.


O problema com o MINI √© que, com as actuais regulamenta√ß√Ķes de protec√ß√£o dos pe√Ķes impostas pela Uni√£o Europeia, √© muito dif√≠cil fazer um carro diferente. Acrescente a isso o facto de a plataforma utilizada (que delimita geometrias como a dist√Ęncia do eixo dianteiro ao suporte inferior, do eixo dianteiro ao pilar A e do eixo dianteiro ao membro transversal do p√°ra-choques dianteiro) ter sido concebida para acomodar carros muito maiores, e voc√™ tem a segunda raz√£o para o gigantismo frontal deste carro, que √© "o menor que pode ser feito no UKL1".

Em suma, e longe de continuar a explicar "o porquê das coisas", vamos dizer-lhe que viver o carro parece melhor do que o imaginado, mas parece grande. Sabe e cheira como um MINI, sim, mas um MINI adulto, e nesse sentido sente falta da leveza do R53 original.

As luzes traseiras, por maiores que pareçam nas fotos, funcionam melhor em pessoa, e a cintura ligeiramente encravada, com um teto quase reto, como sempre, consegue dar ao carro um pouco mais de dinamismo, apoiado por rodas que funcionam bem com os arcos das rodas de plástico não pintado, que mascaram a grande quantidade de chapa metálica lateral sem linhas de estilo para apertar a superfície. Não precisa deles, porque retém "aquele sabor MINI".

MINI Cooper S (F56)

Esteticamente, continuo com o primeiro "novo MINI" Cooper S, o R53.

As velhas br√Ęnquias genu√≠nas desapareceram, e s√≥ h√° uma fenda nas barbatanas para as simular. A entrada de ar da tampa do compartimento do motor tamb√©m √© falsa. Nasceu no R53 para arrefecer o intercooler, mas desde o R56 que est√° l√° apenas para diferencia√ß√£o est√©tica.


As entradas mais baixas no p√°ra-choques s√£o reais e servem para ventilar os trav√Ķes. A traseira √© dominada pelas t√≠picas duas caudas de escape centradas no p√°ra-choques.

O nível de atenção aos detalhes está mais realizado do que nunca, é um carro melhor executado no exterior.

Se voc√™ me pedir para dar uma opini√£o sobre a est√©tica como um todo, eu lhe direi que n√£o √© particularmente agressiva. Como eu disse acima, sim, parece e √© um MINI, e sim, o R53 era mais bonito, mas o R53 tamb√©m tinha alguma agressividade, algum m√ļsculo - n√£o sei bem onde - que o fez perceber que o Cooper S n√£o era apenas um carro comum.

O problema, para mim, deste Cooper S é que ele se parece apenas com mais um MINI e não antecipa por fora o quanto (muito) ele corre depois. Esse trunfo terá que jogar o JCW quando ele chegar ao mercado em questão de meses.

Cabine

MINI Cooper S (F56)

Abrindo a porta, o ambiente ainda mantém esse espírito MINI, embora muitas coisas tenham mudado. Fui um dos que criticou a marca por eliminar o mítico velocímetro central, que embora de pouco uso (no final, podia-se ver a velocidade em digital no contador de voltas atrás do volante), deu aquele toque retro e interessante ao carro.

Todos os materiais e cen√°rios deram um salto em qualidade brutal, pelo menos em termos de sensa√ß√Ķes, porque a qualidade dos cen√°rios provar√° o tempo.

A posi√ß√£o de condu√ß√£o ainda √© muito boa. √Č um dos carros do segmento B onde voc√™ pode sentar melhor, com as pernas bem estendidas, um volante que cai exatamente onde voc√™ quer, com a inclina√ß√£o que voc√™ quer, e assentos que seguram bem e t√™m ajustes m√ļltiplos, impr√≥prios da categoria, como o comprimento do banco ou a largura do banco.

Todos os controles estão agora mais próximos do que antes, embora o indicador de nível de combustível (uma série de luzes LED) deixe algo a desejar na sua capacidade de atrair a nossa atenção. Em suma, o MINI Cooper S é o carro com a melhor sensação interior de todo o segmento B.

Os bancos dianteiros ganharam muito, para bancos e acabamentos, os traseiros ainda são justos, e o porta-malas é pequeno para o que mede o carro no exterior

Se tivermos de nos sentar atr√°s, o acesso aos assentos √© um pouco mais complicado do que em muitos dos seus rivais. H√° mais espa√ßo do que nas gera√ß√Ķes anteriores, mas ainda n√£o √© um carro "grande" na traseira. Enquanto h√° espa√ßo para os joelhos, deslizar os p√©s sob o banco da frente (que √© muito baixo) √© complicado, o que limita um pouco o seu trabalho. S√≥ h√° homologa√ß√£o para dois assentos no encosto, e nesse sentido, melhor, porque assim h√° dois assentos bem apoiados (uma terceira pessoa encaixaria mal e comprometeria o design do assento).

O porta-malas (211 litros) √© muito apertado, especialmente para o que o carro mede no exterior. E com tudo o que ganhou nariz e dimens√Ķes em geral, espera-se um tronco mais capaz e acima de tudo mais utiliz√°vel, porque n√£o s√≥ √© s√≥ de litros, mas tem uma altura muito limitada desde o ch√£o at√© √† bandeja.

Técnica e tecnologia

MINI Cooper S (F56)

Em um mercado onde o downsizing est√° sendo imposto, a BMW tomou um caminho bem diferente para esta Cooper S, pensando principalmente no que est√° por vir. Enquanto o Um e Cooper est√£o contentes com blocos de tr√™s cilindros de 1,2 e 1,5 litros respectivamente que, no caso do litro e meio poderia ter sido apertado para chegar aos 192 cavalos deste Cooper S, a empresa queria ter seus quatro cilindros na linha de dois litros. A ideia √© que este motor, com muito mais potencial de prepara√ß√£o (at√© cerca de 250 cavalos de pot√™ncia sem grandes problemas), sirva de base para a futura JCW, que a marca ir√° elevar mais com uma abordagem "a la BMW M", o que os diferenciar√° mais das vers√Ķes mundanas.

Mas focando no Cooper S, vamos dizer que ele tem, além daqueles 192 cavalos entre 4.700 e 6.000 rpm, 300 Nm de torque entre 1.250 e 4.750 curvas. Isto fala de um motor muito cheio ao longo de toda a curva de binário. Tem um consumo médio de combustível de 5,7 litros, e promete um 0-60 em 6,8 segundos, a caminho de uma velocidade máxima de 235 mph.

O chassis tem escoras McPherson na frente e um sistema multi-link na traseira, que permanece √ļnico na sua categoria. Seu peso reclamado √© de 1.235 quilos, o que o deixa na m√©dia do segmento.

No caso do nosso carro de testes, o amortecimento √© pilotado, mudando as defini√ß√Ķes dependendo da posi√ß√£o do selector do modo de condu√ß√£o. Este possui tr√™s programas operacionais, que s√£o escolhidos atrav√©s de um interruptor incorporado na base da alavanca de velocidades. Est√° mais perto da m√£o do que possas pensar.

Condução

MINI Cooper S (F56)

Na estrada aberta, o carro mostra uma condução muito mais madura, controlada e silenciosa.

Vamos assumir que o comprador da Cooper S √© um cliente que j√° gosta de carros desportivos, porque isso influenciar√° todas as classifica√ß√Ķes. Desbloquear e ligar o carro √© uma brincadeira de crian√ßa, pois voc√™ pode fazer tudo com a chave no seu bolso.

A cabine √© muito melhor isolada do que antes. A visibilidade, gra√ßas aos pilares muito verticais, ainda √© muito boa, e √© auxiliada pelo sistema de assist√™ncia ao estacionamento do MINI, que inclui uma c√Ęmera e pode incluir um sistema de estacionamento automatizado.

O selector de velocidades da caixa manual de seis velocidades tamb√©m tem uma sensa√ß√£o mais positiva do que antes, mais "parecida com a BMW". Os pedais est√£o perfeitamente posicionados e o cruzeiro √© uma brincadeira de crian√ßa. A suspens√£o √© suficientemente r√≠gida para este tipo de coisas? Isso √© uma quest√£o de gosto. Sem d√ļvida, √© mais firme do que num carro utilit√°rio convencional, mas se o valorizamos como o que √©, um carro desportivo, ent√£o as coisas mudam. √Č um carro que vai duro, mas o amortecimento √© muito bem sucedido, controlando perfeitamente os movimentos da carro√ßaria.

A diferença de amortecimento entre os três modos de condução possíveis (eco, normal e desportivo) não é claramente perceptível nestas tarefas, onde a posição suave e a posição dura não são demasiado elevadas.

Alguns podem reclamar da rigidez da suspensão, mas a realidade é que, na minha opinião, é uma firmeza muito suportável. E já não há aquela sensação saltitante que tínhamos no Cooper S anterior. Em comparação com seus rivais (Clio RS, 208 GTI, Fiesta ST), o MINI também tem uma prova mais "madura".

MINI Cooper S (F56)

Quando √© hora de ir para a estrada, a maturidade do MINI √© ainda mais aparente. Aqui estamos novamente surpreendidos com a insonoriza√ß√£o da cabine, muito mais bem sucedida do que em gera√ß√Ķes passadas e seus rivais. A dire√ß√£o √© perfeitamente filtrada e o carro controla perfeitamente a passagem atrav√©s de diferentes asfaltos sem tentar seguir solavancos ou rotinas.

A suspens√£o, aqui, funciona de forma exemplar, contendo os movimentos do corpo e ultrapassando colis√Ķes sem perturbar a trajet√≥ria. N√£o h√° falta de amortecimento como antes, por isso n√£o h√° ressaltos e saltos, e, embora esteja a andar num carro duro, o conforto do interior, dos bancos, do ambiente (conseguido pelo sistema de som), permitir-lhe-ia viajar at√© aos confins da terra.

O sistema de infoentretenimento √© muito semelhante ao da BMW (praticamente id√™ntico, na verdade) e o novo grande sistema de selec√ß√£o circular com touchpad torna a sua navega√ß√£o muito mais f√°cil agora. O visor da cabe√ßa para cima tamb√©m √© muito interessante para controlar a velocidade e os comandos do navegador, enquanto o controlo de cruzeiro autom√°tico adaptativo (que funciona atrav√©s de uma c√Ęmara montada no p√°ra-brisas), permite-lhe manter o ritmo e a dist√Ęncia de outro tr√°fego, embora por vezes seja um pouco brusco na sua ac√ß√£o nos trav√Ķes quando detecta um carro na sua faixa de rodagem que se est√° a aproximar e ainda n√£o iniciou a manobra de mudan√ßa de faixa para o ultrapassar.

A velocidades convencionais, combinando o uso de estrada aberta e cidade, voc√™ pode ter um consumo de cerca de 6,5 litros por 100 quil√īmetros, o que fala muito bem deste motor de dois litros, mais com a reserva de torque e pot√™ncia que tem, pois voc√™ pode dar g√°s a quase qualquer velocidade e ter uma resposta forte.

Mas e se você estiver indo para as curvas? Bem, é aqui que um Cooper S tem de brilhar. Abordamos os primeiros com o modo de condução normal seleccionado. Apertar o acelerador com força de quase inactividade dá-lhe um forte empurrão. Aqui o motor começa a se deixar ouvir um pouco.

MINI Cooper S (F56)

O chassi já não está tão saltitante. Agora controla muito melhor, e é mais previsível, mas também "um pouco menos karty".

Depois de algumas mudanças, você enfrenta sua primeira frenagem forte e coloca o pé no freio. Tem uma viagem um pouco morta e depois responde com força, mas o pedal não é daqueles difíceis que permitem modular a potência ao milímetro, é um pouco mais suave, mais "polivalente". A parte de trás do meu pé procura o acelerador para executar dois toe-taps no downshift, e enquanto estou nele vejo que o carro "faz algo estranho". Não é o meu acelerador que eu vejo reflectido na caixa de velocidades.

O Cooper S possui um sistema de toe-tap automatizado integrado para downshifts, que é activado quando se puxa de uma mudança e se passa para downshift de outra enquanto se trava e se deprime a embraiagem. Embora seja bom para aqueles que normalmente não fazem o calcanhar dos pés, porque se pode travar com mais força e aproveitar as reviravoltas para tirar mais força da travagem do motor sem desequilibrar o carro, a verdade é que, para o meu gosto, deve ser facilmente desconectável. E o sistema não é tão rápido e eficiente como um bom "manual" de rodas. Para ser honesto, no final, se você quer dispositivos automáticos, você compra um carro automático, e se você vai para um manual para se divertir fazendo coisas você mesmo... pelo menos no meu caso, você não quer essas coisas.

Com o downshift completo, coloco o volante, com peso e tacto perfeitos e uma relação de transmissão bastante directa, e o nariz do carro está inscrito na curva. A violência da indicação faz com que o carro agita um cabelo antes de encontrar um suporte sólido. Percebo então que isto tem mais a ver com a configuração da suspensão seleccionada do que qualquer outra coisa.

MINI Cooper S (F56)

Em curva tem uma boa compostura e a √ļnica coisa que deixa a festa antes da conta √© o Pirelli P7 Cintauro, insuficiente para um carro desta aproxima√ß√£o.

Ent√£o eu saio da curva e entro no modo "Sport" para motor e chassis. √Č imediatamente percept√≠vel. Com quase 25% do acelerador voc√™ faz tudo, porque concentra grande parte da acelera√ß√£o. O motor parece muito mais potente, embora haja menos calibra√ß√£o com o pedal direito.

A reta é curta antes do impulso do motor, que parece muito mais potente do que aqueles 192 cavalos prometidos. Na verdade, parece mais empolgante do que os 200 cavalos de potência 1,6 dos 208 GTI, por exemplo. Em grande parte, esta sensação deve-se à forma da curva de torque, que é muito mais cheia no fundo, fazendo com que você literalmente coma as engrenagens.

E isso √© porque o motor quer que voc√™ mude de marcha a 6.000 ou menos rota√ß√Ķes, e isso vem muito r√°pido. O conjunto de calibres deixa o contador de rota√ß√Ķes num local muito secund√°rio, por isso mal se nota que se est√° a atingir a velocidade de corte, e o motor parece querer continuar a esticar. Algo me diz que os modelos JCW com este motor v√£o esticar at√© 7.000 rota√ß√Ķes sem problemas.

Ent√£o voc√™ fica com a sensa√ß√£o de que "o motor se esgota cedo", sendo uma torrente cont√≠nua de torque no impulso (n√£o h√° um grande chute concentrado, mas sim toda a passagem de 2.000 para 6.000 rota√ß√Ķes √© um chute em si mesmo).

MINI Cooper S (F56)

√Č agora um carro mais r√°pido, mais eficaz e mais f√°cil de tirar o m√°ximo partido, embora a traseira n√£o entre em jogo tanto como antes.

A pr√≥xima esquina √© um gancho de cabelo muito largo e redondo para cima. O p√© no trav√£o, o carro p√°ra onde voc√™ quer, voc√™ coloca o volante, e com a suspens√£o no seu modo mais desportivo, ele d√°-lhe um grande controlo da carro√ßaria. Voc√™ pode sentir o carro rolar para fora da curva, mas de uma forma muito controlada. √Č r√°pido e firme, enquanto a direc√ß√£o puxa o carro para a curva. Se tiveres azar e houver solavancos ou imperfei√ß√Ķes na linha, j√° n√£o h√° medo de saltar e saltar como nas gera√ß√Ķes passadas, mas devora tudo muito melhor. Tem uma pegada de carro maior, v√° l√°.

Se você forçar as coisas, o carro acaba indo de cabeça para baixo, mas não é muito "teimoso", tendendo fundamentalmente para a neutralidade. Embora não se possa brincar com a retaguarda a menos que se faça "o bruto", temos de reconhecer que a sua curva é bastante divertida e positiva, o que o faz gostar de ligar quilómetro após quilómetro de uma passagem de montanha.

O √ļnico problema neste aspecto foi o Pirelli P7 Cintauro instalado na unidade de teste. Sua ader√™ncia lateral √© completamente insuficiente para um carro com essas aspira√ß√Ķes, dizendo "bastante" muito antes do esperado. Com outros sapatos mais desportivos, as coisas provavelmente mudariam, mas a necessidade de usar pneus de corrida sempre complica a escolha.

MINI Cooper S (F56)

A acrescentar ao prazer de condução, está o som do escape. No downsizing, o MINI incorporou uma nota de escape na garganta que é verdadeiramente espectacular e apelativa. Tanto que, inesperadamente, saí do carro depois das primeiras cinco curvas para verificar se o escape estava bem, se o som era genuíno e voluntário; não foi uma falha técnica.

Este MINI poderia ser mais divertido de dirigir? Sim, podia. Embora seja um carro 'positivo', est√° longe de lhe dar aquelas sensa√ß√Ķes que um Fiesta ST faz em termos de controlo de atitude traseira. N√£o h√° d√ļvida de que o chassis e o motor t√™m um enorme potencial para criar "o derradeiro ve√≠culo utilit√°rio desportivo", e o MINI tem, a esse respeito, mantido muitas cartas na manga para o oferecer em associa√ß√£o com a sigla JCW.

Conclus√Ķes

O MINI amadureceu e este Cooper S, totalmente equipado, prova-o. Tem uma pegada de "carro grande" muito mais bem conseguida. √Č melhor isolado e √© um carro melhor para colocar nas milhas. N√£o perde aquela sensa√ß√£o um pouco desportiva, gra√ßas a uma suspens√£o r√≠gida, mas tem melhor controlo corporal, gra√ßas a uma melhor geometria da suspens√£o, melhor amortecimento e mais curso dispon√≠vel.

Ainda tem alguns inconvenientes em aspectos como os bancos traseiros e o porta-malas. Não é um carro para quatro pessoas irem de férias. O problema agora é que alguns de seus rivais (Clio RS, por exemplo) oferecem essas qualidades misturadas com o espírito esportivo.

Onde se destaca é na qualidade percebida e na tecnologia equipada. Tem coisas que os seus rivais não têm e que não se espera que ofereçam. O sistema infotainment está à frente dos seus rivais, tem controlo de cruzeiro adaptativo, Head Up Display e muitos outros "disparates" que, se gosta de tecnologia e a aprecia, irá valorizar.

MINI Cooper S (F56)

√Č um carro muito mais completo agora, r√°pido, eficiente e at√© divertido, mas para os verdadeiros burnouts √© hora de esperar o JCW para uma experi√™ncia mais envolvente.

Somente o Audi A1 pode oferecer uma abordagem premium semelhante no segmento, e seu desempenho n√£o est√° bem √† altura dos padr√Ķes din√Ęmicos do MINI.

Os problemas para este Cooper S residem noutro lado. Se você está procurando um MINI Cooper S para se divertir, mais legal de se ver quando estacionado, eu recomendaria um R53 JCW primeiro. Por quê? São muito mais bárbaros e, embora não sejam tão bons para o uso diário, na minha opinião, têm melhor aspecto e um carácter mais de "kart", o que também significa que são carros mais "bouncier".

Se voc√™ estiver olhando fora do MINI, carros como o Fiesta ST oferecem uma experi√™ncia de dire√ß√£o ainda mais interessante, mas √© claro que eles n√£o t√™m o equipamento ou a aur√©ola chique deste carro brit√Ęnico. Eles tamb√©m custam consideravelmente menos dinheiro (o MINI Cooper S agora come√ßa em ¬£25.950, op√ß√Ķes √† parte, mais de ¬£4.000 a mais do que um Fiesta ST). O MINI √©... mais Golf GTI, bom em tudo, radical em nada, enquanto o Fiesta ST √© mais M√©gane RS. Tenho a certeza que percebes o que quero dizer.

No geral, o MINI amadureceu, √© mais carro. √Č mais adequado para praticamente tudo. Ainda sofre com a falta de espa√ßo no porta-bagagens e talvez a sua apar√™ncia tenha diminu√≠do. Mas neste momento, para a compostura e chassis, est√° entre os melhores da categoria em termos de "esportividade total" e n√£o de "esportividade radical". Para queimaduras como voc√™ e eu, teremos de esperar que o JCW encontre um novo amante do MINI.

Teste originalmente publicado em Junho de 2014, recuperado para Pistonudos
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