Tudo o que fazemos de errado nas rotundas ou rotundas

Alguns podem alegar a desculpa de terem obtido a licen√ßa antes de serem inventados, e reconhe√ßo que muito pouco √© feito nos meios de comunica√ß√£o mais populares para treinar e sensibilizar os condutores, mas a verdade √© que n√£o temos desculpa, porque a seguran√ßa deve ser importante para todos n√≥s, e tamb√©m a ignor√Ęncia n√£o isenta do cumprimento de regulamentos e leis.

A ideia b√°sica das rotundas √© aumentar o fluxo de tr√°fego, minimizando os engarrafamentos de tr√Ęnsito. Para conseguir isso, o ideal seria que a maioria dos ve√≠culos pudesse entrar na rotunda sem parar, desacelerar e fazer uma simples "ceder", ou, se isso falhar, parar o m√≠nimo de tempo poss√≠vel.


Tudo o que fazemos de errado nas rotundas ou rotundas

Portanto, é fácil chegar à conclusão de que para que as rotundas funcionem bem - e com segurança - é vital que os veículos já na rotunda o façam correctamente, pois isso facilita o acesso à rotunda para o resto do tráfego, e claro, a uma velocidade razoavelmente lenta, e utilizando os indicadores... e é aqui que falhamos miseravelmente.

O que diz a DGT (Dirección General de Tráfico)?

No site oficial da DGT você pode baixar o gráfico que ilustra este artigo, que mostra os comportamentos corretos e incorretos mais comuns. Você verá que a rotunda no gráfico tem três pistas, mas para fins práticos, as duas pistas internas (B e C) têm uma consideração semelhante. Para este artigo, modifiquei o gráfico da DGT criando gráficos novos e mais simples, o que me permitirá explicar com mais detalhes um assunto tão importante.

Tudo o que fazemos de errado nas rotundas ou rotundas

O erro mais típico: A chicane

Na maioria das vezes -e por raz√Ķes l√≥gicas-, atravessamos rotundas com a inten√ß√£o de seguir em frente, e como estamos sempre com pressa, o nosso subconsciente sugere que devemos segui-los como se fossem uma chicane - para perder o m√≠nimo de tempo poss√≠vel-, e se h√° tr√Ęnsito na faixa direita, e a fila √© tola, ent√£o entramos pela faixa esquerda... errado, muito errado!


A trajet√≥ria do carro D -laranja - √© totalmente incorreta, -e tamb√©m as poss√≠veis varia√ß√Ķes de amarelo, e se antes de chegar √† rotat√≥ria, pretendemos seguir em frente - isto √©, sair pela segunda sa√≠da da rotat√≥ria-, a √ļnica trajet√≥ria correta √© a do carro A -azul-, que consiste em entrar pela pista direita, passar pela rotat√≥ria pela pista externa, e sair tamb√©m pela pista direita.

Porque √© que as traject√≥rias laranja e amarela est√£o incorrectas? √Č muito simples: ao seguir estas rotas, reduzimos muito pouco a nossa velocidade e utilizamos todas as faixas, dificultando a entrada de outro tr√°fego na rotunda e transformando-a numa esp√©cie de cruzamento de passagem, onde o condutor mais ousado e agressivo tem o direito de passagem.

Tudo o que fazemos de errado nas rotundas ou rotundas

Trajectórias correctas

Na imagem podemos ver como o carro A - azul -, saindo da primeira ou segunda saída, entra na rotunda na sua faixa da direita, traça a rotunda na faixa exterior e sai na faixa da direita, e claro, usando o sinal de curva para indicar que estão saindo da rotunda.

Carro B - verde-, entra na rotunda na faixa da esquerda, traçando a rotunda na faixa interior, mas - muito importante -, muda para a faixa exterior antes de tomar a saída, para que ao sair da rotunda, o faça a partir da faixa exterior.

Tudo o que fazemos de errado nas rotundas ou rotundas

Trajectórias incorrectas

As trajectórias do carro C -rede - são incorrectas, porque o carro sai da rotunda a partir das faixas interiores - deve sempre sair da faixa exterior -. Quanto ao carro E -fuchsia-, também sai da rotunda de uma via interior, o que não é correcto.


O que acontece em caso de acidente?

  • Se um carro que circula na faixa C -reta - intercepta a traject√≥ria de outro carro que circula na faixa B -verde - ou A -azul - e ocorre um acidente, o carro vermelho estar√° sempre em falta.

E o que deve fazer o carro vermelho se quiser deixar a rotunda e houver carros à sua direita? Muito fácil: contornar a rotunda de novo.

  • Se no momento da sa√≠da, o carro D -laranja - e o carro B - verde - colidirem, o carro D estar√° em falta, porque est√° a fazer uma manobra incorrecta ao sair de uma rotunda de uma via interior.

Para resumir:


  • Se vamos tomar a primeira sa√≠da, ou pretendemos atravessar a rotunda tomando a segunda sa√≠da, entraremos sempre na rotunda pela faixa da direita, e daremos a volta √† rotunda na sua faixa exterior.
  • S√≥ entre numa rotunda na faixa da esquerda se pretende virar √† esquerda, ou seja, se vai tomar a terceira ou quarta sa√≠da da rotunda.
  • Utilize as vias internas da rotunda apenas se estiver a tomar a terceira ou quarta sa√≠da.
  • Use sempre o seu sinal de vez para indicar que est√° a sair da rotunda.
  • Se pretendemos mudar para uma faixa exterior, e esta estiver ocupada, respeitaremos a prefer√™ncia do outro ve√≠culo, e se necess√°rio, contornaremos novamente a rotunda at√© que possamos mudar para a faixa exterior.
  • Ao virar √† direita para sair da rotunda, tome a faixa da direita, se estiver livre.
  • N√£o √© uma regra, mas √© senso comum conduzir nas rotundas a uma velocidade relativamente lenta, de modo a facilitar a entrada de outros condutores na rotunda.
  • Claro que no nosso pa√≠s existem muitas rotundas mal concebidas, ou t√£o pequenas, que √© quase imposs√≠vel cumprir os regulamentos - em algumas, somos at√© obrigados a entrar na faixa da esquerda se quisermos continuar em frente - mas tenha em mente que, em caso de acidente, a desculpa de que "esta rotunda √© demasiado estreita" n√£o ser√° v√°lida.

Bem, estou ciente de que este artigo não vai chegar a todos, mas espero ter feito a minha parte neste campo, e se você achou interessante ou que pode ser de ajuda, eu ficaria muito grato se você pudesse fazer a sua parte, encaminhando-a aos seus amigos.

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