Italdesign e Airbus aproximam o futuro com Pop.Up

Italdesign e Airbus aproximam o futuro com Pop.Up

Pop.Up pode ajudar a descongestionar as grandes cidades removendo fisicamente os ve√≠culos da estrada, ou para ser mais preciso, removendo-os das estradas. Pop.Up √© composto por tr√™s m√≥dulos: solo, c√°psula e ar. √Č um sistema de transporte multimodal e, segundo o comunicado de imprensa, ser√° acess√≠vel a uma grande parte da popula√ß√£o, n√£o um servi√ßo de luxo como um helic√≥ptero.

Na abordagem tradicional ao autom√≥vel, o habit√°culo est√° solidamente fixado ao chassis, com todos os √≥rg√£os mec√Ęnicos para poder circular. O Pop.Up rompe com este esquema. Os dois passageiros viajam numa c√°psula de 2.647 mm de comprimento, 1.540 mm de largura e 1.415 mm de altura. A sua constru√ß√£o em fibra de carbono permite pesar apenas 200 kg vazia.


A cápsula pode ser transportada sobre rodas, em trens ou por via aérea utilizando um zangão XXL.

Quando viaja na estrada, Pop.Up senta-se num chassis com uma massa sem carga de 200 kg, 3.115 mm de comprimento, 681 mm de altura e 1.900 mm de largura. Possui dois motores elétricos traseiros, de 30 kW cada, com os quais pode percorrer até 130 km. Viaja até 100 km/h e pode ser recarregada em apenas 15 minutos, as baterias têm uma capacidade muito modesta de 15 kWh. O módulo de terra é autónomo, como os outros módulos.

Quando viaja pelo ar, o Pop.Up √© elevado aos c√©us por um drone com oito motores el√©tricos (totalizando 185 cv ou 136 kW) acionando p√°s contra-rotativas. √Č capaz de viajar at√© uma velocidade de 100 km/h, e tem uma massa de 600 kg. Se n√£o estiver movendo uma c√°psula, seu alcance √© de 100 quil√īmetros, e tamb√©m pode ser carregada em um quarto de hora. As baterias t√™m uma generosa, mas modesta capacidade para voar, 70 kWh.


Com base em m√ļltiplos fatores, e usando intelig√™ncia artificial, Pop.Up busca a forma mais eficiente e econ√īmica de transporte. Parte da viagem pode ser feita por estrada, parte por via a√©rea, parte em um transporte especial de c√°psulas que viaja sobre trilhos. Para a classe m√©dia n√£o ser√° um sistema de uso di√°rio, mas pode ter um custo semelhante ao de um t√°xi para dist√Ęncias m√©dias. 100 km/h pode n√£o parecer muito, mas vamos ver quem consegue atravessar uma √°rea urbana a essa velocidade sem ser atirado para a cadeia.

As grandes cidades, quando t√™m menos tr√°fego que o habitual - como Madrid em Agosto - s√£o muito mais acolhedoras e agrad√°veis de conduzir. Se sistemas como este ajudam a descongestionar o tr√°fego e tornar as desloca√ß√Ķes de todos mais suport√°veis, que mal pode haver neles?


Quando a tecnologia autónoma amadurecer, este sistema poderá ser uma realidade diária em meados da próxima década.

A partir de hoje, √© um prot√≥tipo, mas a sua viabilidade comercial pode estar ao virar da esquina. As empresas que operam este servi√ßo ter√£o de investir fortemente em ve√≠culos, em esta√ß√Ķes de carregamento autom√°tico de m√≥dulos terrestres e a√©reos e em infra-estrutura multimodal. Nas √°reas onde ser√° implementado haver√° v√°rias partes do conjunto dispon√≠veis, certamente ningu√©m tem uma destas propriedades, e se tiver, ser√° apenas a c√°psula. Tanto o m√≥dulo de terra como o de ar s√£o 100% intercambi√°veis.

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